Por Augustus Nicodemus
A Semana Santa frequentemente se converte num espetáculo de simbolismos vazios, onde rituais repetitivos como a Via-Sacra obscurecem a clareza do evangelho. A centralidade da cruz de Cristo — seu sacrifício vicário e ressurreição gloriosa — é ofuscada por tradições que muitas vezes carecem de base bíblica e fomentam uma espiritualidade teatral. Em vez de conduzir ao arrependimento genuíno, muitos desses atos apenas reforçam uma piedade emocional, mas desprovida da verdade transformadora do evangelho (João 8:32).
A verdadeira Páscoa, no entanto, não celebra dor encenada, mas redenção eficaz. “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado” (1 Coríntios 5:7) — esta é a realidade que molda a fé cristã. Ele não apenas sofreu; Ele venceu a morte com poder (1 Coríntios 15:55-57). A cruz não é um objeto a ser venerado em rituais dramáticos, mas a proclamação de que a justiça de Deus foi satisfeita (Romanos 3:25-26). O Cristo ressurreto exige resposta de fé obediente, e não mera participação em liturgias sazonais. A Escritura nos chama a anunciar “a morte do Senhor até que Ele venha” (1 Coríntios 11:26), não a encená-la como um espetáculo.
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